Casa Patrimônio estreia na Festa Literária de Paraty com sucesso de público e recebe quase 2 mil pessoas - Elysium Sociedade Cultural

Elysium Sociedade Cultural foi uma das instituições responsáveis pela programação

A estreia da Casa Patrimônio na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) foi marcada por grande participação do público. Ao longo dos cinco dias de programação, entre 22 e 26 de julho, o espaço recebeu quase 2 mil visitantes interessados em abordagens ligadas ao patrimônio cultural brasileiro. Idealizada pelo Núcleo de Estudos de Direito do Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Ouro Preto (Nepac/UFOP), coordenado pelo professor Carlos Magno de Souza Paiva, e pel Elysium Sociedade Cultural, além de diversas instituições, a Casa Patrimônio promoveu uma programação voltada à preservação e à valorização dos bens culturais materiais e imateriais do Brasil.

O espaço foi montado com chancela da Flip e apoio do Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP) e do Departamento de Patrimônio da Prefeitura de Paraty. A iniciativa também contou com o apoio da Associação dos Observadores dos Direitos Difusos e Coletivos de Minas Gerais (Lei.A), do Instituto de Direito do Patrimônio Cultural (IDPC), da Plataforma Semente e do Ministério Público de Minas Gerais.

Um dos idealizadores da Casa Patrimônio, o professor Carlos Magno, do Departamento de Direito da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), destacou a relevância da iniciativa para ampliar o debate sobre o patrimônio cultural brasileiro. “Não se trata só do direito do patrimônio sob uma perspectiva técnica ou jurídica, mas do patrimônio cultural enquanto um direito de todos. É esse alcance que a iniciativa ajuda a projetar no cenário nacional”, afirmou.

Entre os destaques da programação esteve o lançamento das obras “Manual para quem Vive em Casas Tombadas – 2ª edição” e “Geraes: Arte Barroca em Minas”. A mesa de debates reuniu os autores Carlos Magno de Souza Paiva, André Henrique Macieira de Souza e Angelo Oswaldo de Araújo Santos, além dos mediadores Marcelo Maffra e Emmanuel Levenhagen, em uma discussão sobre a importância estratégica do patrimônio cultural para o Brasil contemporâneo e as contribuições apresentadas pelas publicações.

Outro momento de destaque foi o lançamento do livro “Ruínas de São José da Boa Morte”, produzido pela Elysium Sociedade Cultural. A obra reúne um amplo acervo fotográfico e curiosidades sobre o antigo templo religioso localizado em Cachoeiras de Macacu (RJ), além de revelar os bastidores das obras de consolidação das ruínas da histórica igreja.

Para a historiadora Rachel Wider, integrante da Elysium Sociedade Cultural e coordenadora da Casa Patrimônio, o resultado da primeira edição do espaço foi além do esperado. “A receptividade do público superou as nossas expectativas. Conseguimos reunir pesquisadores, gestores, estudantes e pessoas interessadas em conhecer mais sobre a preservação do patrimônio cultural. A Casa Patrimônio nasceu com a proposta de ampliar esse diálogo e mostrou, já em sua estreia, que existe um grande interesse da sociedade pelo tema. O resultado reforça a importância de mantermos esse espaço nas próximas edições da Flip”, afirmou.

Alerson Godoy, coordenador técnico da Casa Patrimônio, destacou que o espaço cumpriu o objetivo de promover o encontro entre diferentes atores envolvidos com a preservação do patrimônio cultural brasileiro. “Um espaço de encontro, diálogo, reflexão e valorização dos saberes, fazeres, das memórias e das tradições do Brasil”, arrematou.

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