Imagens revelaram diferentes olhares sobre o patrimônio histórico localizado em Cachoeiras de Macacu (RJ)
A Seleção de Fotografias das Ruínas de São José da Boa Morte reuniu 183 imagens e resultou na escolha de 12 trabalhos para uma exposição realizada em julho, durante um evento para convidados no próprio local das ruínas da antiga igreja, em São José da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro. A iniciativa foi promovida pela Elysium Sociedade Cultural e buscou estimular novos olhares sobre o conjunto histórico, construído a partir de 1734.
As fotografias foram analisadas por um júri formado por historiadores, engenheiros, arquitetos e jornalistas. A seleção foi aberta a fotógrafos profissionais e amadores de qualquer parte do Brasil ou do mundo, desde que as imagens retratassem o conjunto histórico que abriga as ruínas.
Para Wolney Unes, diretor da Elysium Sociedade Cultural, a quantidade e a diversidade das imagens recebidas demonstraram a capacidade do patrimônio de despertar diferentes formas de percepção. “A qualidade das fotografias mostrou que as ruínas podem ser vistas por muitos ângulos e provocar diferentes interpretações”, afirmou.
As 12 fotografias escolhidas foram apresentadas ao público durante a programação realizada nas ruínas.
Foram selecionadas as obras “A Porta do Tempo”, de Ana Beatriz da Silva Valença; “Herança do Tempo”, de Claudia Fujarra; “Olhar do presente”, “Persistência” e “Sombras do passado”, de Mateus Tuyama; “Marcas da História”, de Trica Ferreira; “Imagem 1” e “Imagem 2”, de Ana Carolina Azevedo Mendes; “Geometria em ruína”, “Foto Ruína” e “Portal iluminado”, de Igor Holderbaum; e “Imagem 0”, de Isabela Freitas.
A exposição integrou a programação relacionada à entrega das obras de consolidação e requalificação das Ruínas de São José da Boa Morte. O trabalho de consolidação foi conduzido pela Elysium Sociedade Cultural em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por meio de Lei de Incentivo à Cultura.

