Projeto da EDP e da Elysium Sociedade Cultural dará novo significado ao antigo Centro Sociocultural Celg, conectando patrimônio, cultura e futuro
Goiânia se prepara para ganhar um novo espaço dedicado à memória, à cultura e ao conhecimento, o Memorial da Energia do Brasil Central. O projeto nasce com a proposta de preservar e contar a história da eletrificação da região, ao mesmo tempo em que conecta esse legado a temas contemporâneos como educação, ciência, sustentabilidade e valorização do patrimônio histórico. Com foco em educação, o espaço também será concebido como um ambiente de experimentação e interação, convidando o público a conhecer, de forma mais dinâmica, a evolução da energia e seu papel na transformação da sociedade.

O Memorial será instalado no edifício que abrigou o primeiro centro de distribuição de energia da região, construído pela Celg na década de 1950, na Rua 252, no Setor Leste Universitário. O imóvel, que atualmente pertence a EDP, ganhará um novo significado ao preservar parte importante da história da eletrificação de Goiás e, ao mesmo tempo, projetá-la para o futuro por meio de uma experiência voltada à cultura, à educação e à inovação.
“Investir em cultura é também investir na memória e na identidade de uma sociedade. Para a EDP, preservar esse patrimônio significa reconhecer a importância da história da energia para o desenvolvimento do Brasil e, ao mesmo tempo, criar formas de conectar esse legado às próximas gerações ao transformar um espaço histórico em um ambiente vivo de conhecimento, educação e cultura, mostrando que preservar o passado é também construir um olhar mais consciente sobre o futuro. O Memorial da Energia do Brasil Central nasce em um ano especialmente simbólico para empresa, em que celebramos 10 anos de atuação da EDP no segmento de transmissão no Brasil e 30 anos de presença da companhia no país”, afirmou Dominic Schmal, diretor do Instituto da EDP na América do Sul.
Para receber o Memorial da Energia do Brasil Central, o imóvel passará por um amplo processo de restauro, recuperação e adaptação para novos usos. O projeto prevê, ainda, a realocação dos equipamentos históricos que permanecem no prédio atualmente desativado, preservando sua autenticidade e permitindo que o público conheça de perto a evolução da geração e da distribuição de energia elétrica em Goiás e todo Brasil Central.
“As intervenções vão respeitar integralmente o valor histórico do edifício e têm como propósito preservar sua memória, ao mesmo tempo em que o transformam em um espaço vivo, preparado para dialogar com as próximas gerações. O memorial será um ambiente para conectar passado e futuro, mostrando como a história da energia está diretamente ligada ao desenvolvimento sustentável”, afirma o engenheiro Wolney Unes, diretor executivo do projeto e responsável pela Elysium Sociedade Cultural.
Segundo ele, o espaço permitirá que visitantes percorram a história da energia no Brasil Central por meio de registros históricos, equipamentos preservados e recursos tecnológicos, ampliando o acesso ao conhecimento sobre um patrimônio que ajudou a transformar a região central do País.
O Memorial da Energia do Brasil Central foi concebido para proporcionar uma experiência interativa e tecnológica, ensinando sobre eletricidade e sustentabilidade de forma acessível. O espaço deverá reunir exposições digitais, realidade virtual, jogos educativos e outras ferramentas voltadas ao aprendizado e à conscientização sobre o uso eficiente da energia.
“A proposta é preservar um patrimônio de relevância histórica e, ao mesmo tempo, criar um espaço dinâmico, preparado para receber diferentes públicos. O memorial combinará preservação, tecnologia, exposições e iniciativas culturais em uma experiência de aprendizagem e valorização da memória”, destaca a arquiteta Jessica Marques, responsável pela gestão da obra.
As obras estão previstas para começar ainda em 2026 e o contrato de duração é de cinco anos. Mesmo durante a execução das intervenções, estão previstas iniciativas culturais no espaço, como exposições e seminários. A proposta é que o memorial já se consolide, desde sua implantação, como um espaço ativo de transformação social, formação da consciência ambiental e disseminação do conhecimento, conectando a história da energia ao futuro e ao desenvolvimento sustentável.
O projeto será conduzido pela Elysium Sociedade Cultural, com patrocínio da EDP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Patrimônio Histórico
Construído em 1956 para receber os equipamentos de controle e distribuição de energia elétrica, o edifício desempenhou papel estratégico no desenvolvimento da infraestrutura energética da região. Após a desativação dos equipamentos originais, no início dos anos 2000, passou a sediar o Centro Sociocultural da Celg, função mantida até o fim da década de 2010, quando a privatização da companhia levou ao esvaziamento do imóvel.

O prédio foi tombado pelo Estado de Goiás em 2009, por meio do Decreto nº 6.915, posteriormente alterado pelo Decreto nº 6.989, de 4 de setembro de 2009, sendo reconhecido como patrimônio histórico e artístico estadual, especialmente pelos equipamentos técnicos, desenvolvidos por empresas italianas e suíças para a Celg na década de 1950.
A antiga Subestação de Goiânia, apesar de construída na década de 1950, permanece parcialmente preservada com seus equipamentos originais. Primeira do gênero no Brasil Central, teve papel decisivo para viabilizar a eletrificação necessária à construção e à inauguração de Brasília.
Sobre a Elysium Sociedade Cultural
Há quase 40 anos, a Elysium Sociedade Cultural atua na valorização da cultura brasileira por meio de projetos que integram patrimônio, memória, arte, educação e transformação social. Com presença em diferentes regiões do País, consolidou-se como referência nacional na preservação e ressignificação do patrimônio cultural, com iniciativas que envolvem restauração, requalificação de bens históricos e adaptação de espaços para novos usos culturais. Ao longo de sua trajetória, foram aproximadamente 50 mil m² de imóveis históricos requalificados, fortalecendo a valorização da memória arquitetônica e dos territórios. A instituição também se dedica à produção e difusão do conhecimento, com uma linha editorial própria que reúne mais de 150 publicações sobre artes, arquitetura, restauração, crítica e educação. Por meio de cursos, oficinas, espetáculos e encontros culturais, a Elysium amplia o acesso à cultura e, em parceria com instituições públicas e privadas e com apoio das Leis de Incentivo à Cultura, desenvolve projetos que preservam referências coletivas e fortalecem a identidade cultural brasileira. É hoje a maior produtora cultural atuante em Goiás.
Sobre a EDP América do Sul
O grupo EDP está presente em quatro regiões: América do Norte, Ásia-Pacífico, Europa e América do Sul. Em 2026, celebra 50 anos de história no mundo e 30 anos de presença no Brasil. Na América do Sul, atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, bem como no desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares, com ativos no valor de R$ 41 bilhões, o que a torna a segunda maior operação do grupo. A empresa tem mais de 12.000 funcionários diretos e terceirizados. No Brasil, a EDP também oferece soluções energéticas voltadas para o mercado B2B, como geração solar distribuída e venda de energia no mercado livre. Seu negócio de Distribuição atende a cerca de 3,8 milhões de clientes no estado de São Paulo e no estado do Espírito Santo. Referência em ESG, a EDP é reconhecida como uma das empresas de energia elétrica mais sustentáveis do mundo pelo índice Dow Jones, além de ter sido incluída no Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg. Nas quatro regiões, a EDP é reconhecida também, por meio da certificação Top Employer 2026, como uma das melhores empresas para se trabalhar.
