Consolidação das ruínas de São José da Boa Morte é tema de aula na UERJ - Elysium Sociedade Cultural

Historiadora Rachel Wider detalhou experiência da Elysium Sociedade Cultural na preservação da antiga igreja em Cachoeiras de Macacu (RJ)

A história das ruínas de São José da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu (RJ), os vestígios preservados ao longo do tempo e as decisões necessárias para conservar e consolidar o que restou da antiga igreja foram temas de uma aula ministrada pela historiadora Rachel Wider a professores e estudantes de graduação em Arqueologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A atividade foi realizada na quinta-feira (29/10).

Com o título ‘São José da Boa Morte: caminhos de pesquisa entre o material e o simbólico’, o encontro aproximou a experiência prática de preservação do patrimônio histórico das reflexões desenvolvidas no ambiente acadêmico. Integrante da equipe da Elysium Sociedade Cultural, responsável pelas obras de consolidação das ruínas, Rachel apresentou diferentes aspectos do projeto, dos estudos sobre a antiga capela à catalogação dos remanescentes da construção.
A aula também abriu espaço para discutir as escolhas técnicas que orientaram as intervenções na estrutura física das ruínas e na construção dos anexos.

O convite partiu do Laboratório de Arqueologia Histórica, vinculado ao Departamento de Arqueologia e ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Uerj. A iniciativa, segundo a historiadora, integra uma nova etapa de parceria voltada à aproximação entre o projeto de consolidação e a comunidade acadêmica. “Foi um momento de troca muito importante, tanto para a divulgação do projeto quanto para abordar os desafios na intervenção em ruínas”, destaca Rachel ao ressaltar o papel das universidades na continuidade dos estudos. “As parcerias acadêmicas são essenciais para que o projeto siga vivo, tem muita coisa ainda para ser pesquisada”.

Concluídos em 2026, os trabalhos de consolidação das ruínas foram executados pela Elysium Sociedade Cultural, em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e com patrocínio da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por meio da Lei de Incentivo à Cultura.