Elysium Sociedade Cultural é uma das instituições responsáveis pela iniciativa
A abertura da primeira edição da Casa Patrimônio foi marcada por um auditório cheio. O interesse espontâneo do público transformou o espaço em um dos pontos de encontro da abertura da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2026, na quarta-feira (22/7), mostrando que o patrimônio cultural brasileiro encontrou lugar de destaque em meio à programação do maior evento literário do país.
Pela primeira vez em sua história, a Flip, que segue até domingo (26/7), conta com um espaço totalmente dedicado ao patrimônio cultural do Brasil. Instalada na sede do Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), a Casa Patrimônio integra a programação paralela da Flip, ao lado de outras 43 casas participantes desta edição.
A cerimônia de abertura reuniu representantes da Elysium Sociedade Cultural, de outras instituições responsáveis pela iniciativa, além de convidados ligados à preservação do patrimônio cultural. Participaram Carlos Magno de Souza Paiva, Wolney Unes, Maria Eduarda Porto, Júlia Rameck, além de representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Prefeitura de Paraty.
Na sequência, a programação teve início com a mesa “Desafio na gestão de cidades históricas”, mediada por Maria Eduarda Porto, com a participação de Ivan Mascarenhas, Isabelle Cury, Núbia Nogueira e André Macieira. O debate destacou a importância de integrar a preservação do patrimônio às políticas de desenvolvimento urbano, às questões sociais e à produção de conhecimento, reunindo diferentes perspectivas dos órgãos de proteção ao patrimônio e das administrações municipais.

Para a historiadora Rachel Wider, da Elysium Sociedade Cultural e coordenadora da Casa Patrimônio, a receptividade do público superou as expectativas. “Foi muito bacana ver que tivemos um público espontâneo muito grande. A casa ficou cheia e as pessoas se interessaram muito pelo tema. Os palestrantes trouxeram discussões relevantes sobre gestão, tanto do ponto de vista dos órgãos de patrimônio quanto das cidades e das prefeituras, mostrando a importância de atrelar a preservação ao desenvolvimento, às questões sociais e à pesquisa. Mais do que tudo, foi muito bonito ver a participação de pessoas do território de Paraty, falando sobre a cidade e mostrando que a força do patrimônio consegue envolver e interligar profissionais de diferentes lugares e diferentes áreas”, afirma.
A programação da Casa Patrimônio prossegue ao longo da semana com mesas de debates sobre patrimônio e produção literária, preservação, paisagem urbana, cultura e biodiversidade, pesquisa histórica, boas práticas na gestão e tutela do patrimônio cultural e ações de salvaguarda em Paraty. O espaço também recebe oficina de macramê e lançamento de livros.
