Celebre o Dia Nacional do Museu visitando esses tesouros culturais de Goiás - Elysium Sociedade Cultural

No dia 18 de maio, o mundo celebra o Dia Internacional dos Museus, uma ocasião que destaca a relevância dos espaços culturais na sociedade contemporânea. Sob o tema “Museus, Educação e Pesquisa” para o ano de 2024, a data visa sensibilizar o público sobre o papel vital dos museus na promoção da educação e na facilitação da pesquisa, enquanto encoraja as pessoas a explorarem e apreciarem esses locais de grande valor histórico e cultural.

Idealizado pelo Conselho Internacional de Museus (Icom), o Dia Internacional dos Museus é uma oportunidade para refletir sobre a importância social dessas instituições e reconhecer seu impacto na preservação e disseminação da cultura. Antecedendo essa comemoração global, o Brasil se prepara para a 22ª Semana Nacional de Museus acontecerá entre os dias 13 e 19 de maio e é aberta à participação de museus, instituições de memória, espaços e centros culturais brasileiros.

Em meio a esse contexto de valorização e reconhecimento, convidamos você a embarcar em uma jornada pelos museus das cidades de Goiânia, Pirenópolis e Goiás. Nestes espaços, encontramos a história e a riqueza cultural do nosso Estado. Nesta Semana Nacional de Museus, convidamos você a explorar e celebrar a riqueza cultural de Goiás, visitando esses espaços que guardam memórias e conhecimentos preciosos, prontos para serem compartilhados e apreciados por todos.

 

Museus de Goiânia 

Museu de Arte de Goiânia (MAG)

Inaugurado no dia 20 de outubro de 1970, o Museu de Arte de Goiânia (MAG) funcionou nos seus primeiros tempos na Praça Universitária. Destinado às artes visuais, o MAG foi transferido para o Bosque dos Buritis em 1981. Centenas de obras, de diferentes linguagens artísticas, compõem o seu acervo, formado pelos nomes de maior representatividade da arte brasileira, como: Siron Franco, Antônio Poteiro, Frei Confaloni, DJ Oliveira, Gustav Ritter, Cleber Gouvêa, Amaury Menezes, Maria Guilhermina e muitos.

Endereço: Rua 1, nº 605, Bosque dos Buritis, Setor Oeste

Funcionamento: Terça a sexta-feira, das 9h às 18h, sábados e domingos, das 10h às 16h

Entrada franca

Mais informações: (62) 3524-1190

Museu de Ornitologia José Hidasi

Criado há mais de 40 anos, o local conta com exposição permanente de animais e aves empalhadas de várias partes do mundo. José Hidasi, húngaro naturalizado brasileiro, é fundador do museu e pretende transformá-lo em um Instituto de Biodiversidade que levará o seu nome.

Endereço: Av. Pará, S/N, Campinas

Funcionamento: Segunda a domingo, das 8h às 18h

Entrada franca

Mais informações: (62) 3233-5773

Museu Zoroastro Artiaga

O Museu Zoroastro Artiaga foi o primeiro de Goiânia. Criado em 1946, no governo de Coimbra Bueno,  é localizado na Praça Cívica, e leva o nome do historiador e pesquisador que teve a preocupação de reunir um vasto material relacionado a Goiás e à fundação de Goiânia. Sua exposição permanente contempla aspectos arqueológicos, antropológicos, da cultura material indígena e da mineralogia, grande parte coletada pelo historiador e pesquisador. Uma coleção de oratórios, documentos e fotos históricas registra a história de Goiás.

Endereço: Praça Cívica, Centro

Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Sábados, domingos e feriados das 9h às 15h

Entrada franca

Mais informações: (62) 3201-4676.

Museu da Imagem e do Som (MIS)

O local possui um amplo acervo de discos, fitas, gravações e filmes. A parte fonográfica tem 40 mil discos, parte doada pela Rádio Brasil Central. O museu traz a história da TV em Goiás a partir de fitas pertencentes à Coleção Brasil Central e passam por processo de restauração e digitalização. Toda a coleção das dez edições do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) também integra o acervo do museu, criado em 1988.

Endereço: Centro Cultural Marietta Telles – Praça Cívica, Centro

Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Entrada franca

Mais informações: (62) 3201- 4643 | 3201-4644

Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás

Direcionado ao ensino e à pesquisa, o Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás (UFG), localizado na Praça Universitária, propõe a discussão sobre a região Centro-Oeste. Imagens, sentimentos, símbolos e objetos significativos permitem a construção da identidade regional. O museu promove seminários, oficinas, cursos e eventos diversos.

Endereço: Praça Universitária, Setor Universitário

Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

Entrada franca

Mais informações: (62) 3209-6010

Museu Pedro Ludovico Teixeira

Instalado na antiga casa do fundador de Goiânia, Pedro Ludovico Teixeira, o museu traz uma decoração típica dos anos 40, em estilo Art Déco. Com móveis originais, amplo quintal e pomar repleto de árvores frutíferas, piscina (agora coberta), muro baixo que dá para a Rua Gercina Borges Teixeira, a casa se mantém intacta, como seu dono a deixou quando morreu em 1979.

Recentemente revitalizada, a biblioteca do museu possui centenas de livros, muitos deles doados pelo ex-governador Mauro Borges Teixeira, filho de Pedro Ludovico. Os documentos foram higienizados, catalogados e acondicionados. Em breve, serão digitalizados. A documentação só é liberada para a consulta de pesquisadores e historiadores.

Endereço: Rua Gercina Borges Teixeira (Rua 26), Centro.

Funcionamento: Terça a domingo, das 9h às 17h

Entrada franca

Mais informações: (62) 3201-4678

Memorial do Cerrado

Em perfeita integração com a natureza, o museu abriga a estação Ciência São José do Instituto do Trópico Subúmido (ITS-UCG). Além da natureza preservada, a Vila Cenográfica de Santa Luzia, a réplica do Quilombo, a Fazenda Auto-sustentável, a Aldeia Timbira são algumas atrações. As primeiras habitações construídas de pau-a-pique remetem ao quilombo dos calungas. Animais empalhados recriam o habitat natural da fauna do cerrado. O Museu de História Natural apresenta objetos arqueológicos e de pesquisa.

Endereço: Câmpus 2 da UCG – Av.Engler S/N, Setor Jardim Mariliza (próximo ao Parque Ateneu).

Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Domingos e feriados, das 8h às 17h

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Crianças até 6 anos não pagam e idosos somente meia.

Grupos precisam realizar agendamento.

Mais informações: (62) 3946-1723 | (62) 3946-1711

Museu Municipal Frei Nazareno Confaloni

O Museu Frei Confaloni (MFC) é o mais jovem dos Museus da capital de Goiânia. Instalado em 2019, sua missão é promover a ocupação permanente da recém-restaurada Estação Ferroviária de Goiânia, inserindo ali os mais belos traços culturais de nossa terra, em especial a inserção do modernismo em Goiás, iniciada com o Frei Confaloni. A construção foi erguida no estilo Art Déco, o que o caracteriza como uma das principais construções históricas do município de Goiânia, sendo este ainda um dos mais relevantes pontos turísticos de nossa capital. O edifício possui em sua área interna (saguão principal), dois importantes murais produzidos pelo artista italiano Frei Nazareno Confaloni (introdutor do modernismo em Goiás), ambos pintados no ano de 1953. Esses murais se destacam por serem afrescos, pintados em areia – uma técnica até então inovadora e primaz em nosso Estado.

Endereço: Av. Goiás, 1799, St. Central,

Funcionamento: Terça a domingo e feriado, das 8h às 18h

Entrada franca

Mais informações: (62) 3524-1196

Museus da Cidade de Goiás 

Museu de Arte Sacra da Boa Morte

A Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte é a principal representação da arquitetura barroca do estado de Goiás. Erguida no local onde havia a casa do descobridor de Goiás, pertencente à Confraria dos Homens Pardos da Boa Morte, sua construção foi finalizada em 1779. Suas paredes são em taipa de pilão, telhado em telhas de barro canal, nave oitavada e o frontispício decorado com volutas e elementos florais. Seu sino, em bronze fundido na própria cidade em 1785, localiza-se em uma antiga estrutura de madeira na parte externa da igreja. A tradicional procissão do Fogaréu, que ocorre todos os anos na madrugada da quinta-feira santa, se inicia em frente a Igreja da Boa Morte. Um incêndio em 1921 destruiu o altar, a sacristia e várias imagens do escultor José Joaquim da Veiga Valle (1806-1874), considerado o “Aleijadinho goiano”.

Endereço: Rua Luiz do Couto, s/nº, Centro

Horários: Terças, das 9h às 13h; quarta a sábado, das 8h às 18h; domingos e feriados das 8h às 12h

Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia – professores, estudantes e pessoas acima de 60 anos) – preços especiais para grupos.

Mais informações: (62) 3371-1207

Museu das Bandeiras

O Museu das Bandeiras conta em seu acervo com instrumentos utilizados no garimpo e peças de porcelana, mobiliário e vestimentas que marcam a história da presença portuguesa na Cidade de Goiás, além de objetos indígenas. A presença dos bandeirantes está presente em paineis que caracterizam a sua exploração na região nos séculos XVIII e XIX.

Endereço: Praça Brasil Ramos Caiado, s/nº, Centro

Funcionamento: Terças, domingos e feriados: 9h às 13h; quartas a sábados: 9h às 19h

Para grupos é necessário agendamento prévio.

Entrada gratuita

Mais informações: (62) 3371-1087

Museu Casa de Cora Coralina

O acervo do Museu Casa de Cora Coralina conserva a memória, imagens e discursos preservados para lembrar e promover a nossa poetisa. É um passeio obrigatório e emocionante para os visitantes da Cidade de Goiás, que conhecem uma belíssima história de vida, e importante herança cultural da nossa literatura. Também conhecida como Casa Velha da Ponte, a construção edificada em meados do século XVIII para uso do recolhimento do Quinto Real na região, pertenceu ao desembargador Francisco Lins dos Guimarães Peixoto, pai da poetisa. A construção apresenta a típica arquitetura colonial brasileira, com paredes de pau a pique e adobe.

Endereço: Rua Dom Cândido, 20, Centro

Horários: Terça a sábado das 9h às 16h45; domingos e feriados das 9h às 13h

Ingressos: R$ 10 (preço único).

Visitas monitoradas devem ser agendadas por telefone ou e-mail (museucoracoralina@gmail.com).

O espaço também conta com o Cora Café, que abre de quinta a sábado das 13h às 19h e aos feriados das 13h às 20h, com acesso também pelo Beco da Vila Rica.

Mais informações: (62) 3371-1990 | www.museucoracoralina.com.br

Museu Palácio Conde dos Arcos

O Palácio Conde dos Arcos era a antiga sede do governo do estado. Seu nome é uma homenagem ao primeiro governador da então capitania de Goiás, Dom Marcos de Noronha, o Conde dos Arcos. A sua arquitetura é barroca e ganhou o apelido de “Casa Chata” devido ao seu aspecto alongado.O prédio conta a história dos governantes de Goiás, possui mais de 30 cômodos, três pátios com jardins, o maior deles em estilo português, além da riqueza do acervo de mobiliário e peças antigas.

Endereço: Praça Tasso Camargo, 1, Centro

Horários: Terça a sábado das 8h às 18h – Domingos das 8h às 13h

Ingressos: R$ 4 (inteira) e preços especiais para grupos com agendamento prévio.

Mais informações: (62) 3371-1200

Museus de Pirenópolis 

Casa de Câmara e Cadeia e Museu do Divino Espírito Santo

A antiga Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis abriga hoje o Museu do Divino Espírito Santo. O nome antigo continua a ser usado, pois lá funcionava a cadeia da cidade considerada a mais antiga do estado e construída em 1733. Em 1919 a cadeia mudou de lugar. Foi construída uma réplica idêntica próxima a ponte do Rio das Almas, onde está até hoje. A nova construção passou a abrigar também a Casa da Câmara, que ficou lá até o ano de 1999. Já em 2005, devido às péssimas condições da estrutura, a cadeia deixou de funcionar no local e o Iphan assumiu a restauração do prédio. Depois de reformado, o local passou a abrigar o Museu do Divino Espírito Santo, que hoje conta a história da tradicional festa religiosa. Seu acervo foi construído por meio de doações e resgata imagens e objetos relacionados à cultura da principal festa da cidade.

Endereço: Av. Beira Rio, Centro Histórico

Funcionamento: Segundas, terças, quintas, sextas e sábados das 8h às 18h, e domingos e feriados das 12h às 18h

Ingressos: R$ 2

Mais informações: (62) 3331-3763 | Instagram: @museudodivino

Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário 

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário é a mais tradicional igreja católica do estado de Goiás, a santa é padroeira de Pirenópolis. A imagem de Nossa Senhora do Rosário veio para o município em 1727, e em 1941 a Igreja foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo Iphan. Em 5 de setembro de 2002, a igreja sofreu um incêndio que consumiu o telhado e toda parte interna do monumento. No mesmo ano iniciaram-se as obras de salvamento do edifício.

Endereço: Praça da Matriz, Centro Histórico

Funcionamento: Quarta a domingo, das 14h às 17h

Ingressos: R$ 2

Mais informações: (62) 3331-1012 | www.paroquiadorosario.org.br

Igreja Nossa Senhora do Carmo e Museu de Arte Sacra

A igreja Nossa Senhora do Carmo foi construída entre 1750 e 1754 por Luciano da Costa Teixeira e Antônio Rodrigues Frota. Está localizada no bairro do Carmo, que recebeu esse nome em homenagem à construção. O edifício abriga, além da igreja, um museu de arte sacra. Em 1868, a igreja foi reformada conforme a arquitetura colonial e em 1935 a fachada foi modificada para o estilo Art Déco, mas voltou a fazer parte do estilo colonial devido a outra reforma realizada em 1976. O museu foi inaugurado em 2009 e possui objetos de culto, imagens sacras, sinos, altares e também os túmulos dos construtores da igreja, Luciano e Antônio.

Endereço: Rua do Carmo, Centro Histórico

Funcionamento: Quarta a domingo, das 14h às 17h

Ingressos: R$ 2,50

Mais informações: (62) 3331-1012

Igreja do Bonfim 

A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim é um templo católico, construído a partir de 1750, sendo uma das capelas urbanas da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, e está localizada no bairro Alto do Bonfim. A imagem do santo veio de Salvador para Pirenópolis em um comboio com 264 escravos. Em 1887, o edifício foi restaurado, com a introdução do estilo neogótico, mas em 1937 voltou a aparência primitiva. A igreja está inserida no Conjunto Arquitetônico, Urbanístico, Paisagístico e Histórico de  Pirenópolis, tombado pelo Iphan em 1990.

Endereço: Rua do Bonfim, S/N, Centro Histórico

Visitação: Quarta a domingo, das 14h às 17h

Ingressos: R$ 2

Museu das Lavras de Ouro 

O Museu das Lavras de Ouro é uma reserva que fica a cerca de 3km da cidade. Com um pequeno museu de peças utilizadas pelo garimpo da época e uma trilha dentro da mata ciliar do Rio das Almas, o espaço abriga uma vasta galeria (canais) composta por muros de pedra usados para lavagem do ouro. O museu funciona em uma fazenda que pertence à família desde a época da mineração do ouro realizada por escravos. O guia, atual dono da fazenda, explica detalhadamente como eram feitos os trabalhos, inclusive com demonstração de ferramentas da época. Na trilha, o visitante pode conhecer as estruturas utilizadas na mineração e percorrer o local onde o ouro era explorado. O passeio é recomendado para apreciadores de história e para quem quer saber mais sobre a época imperial no centro do Brasil.

Endereço: Estrada das Pedreiras, KM 2

Funcionamento: Todos os dias, das 9h às 17h

Ingressos: R$ 20

Mais informações: (62) 98134-4313

Fazenda Babilônia

Com mais de duzentos anos de história, a Fazenda Babilônia ainda mantêm a herança da arquitetura colonial da época em que era um grande engenho de açúcar com trabalho escravo. O passeio guiado conta detalhes sobre o funcionamento da fazenda, como nasceu a propriedade e como chegou a ser hoje uma das mais lindas atrações de Pirenópolis. Outra atração no museu é o delicioso brunch servido com pratos típicos que remontam ao passado da fazenda e à culinária colonial.

Endereço: GO 431, km 3, Pirenópolis – GO

Funcionamento: Sexta a domingo, das 9h às 16h

Entrada: R$ 38 (apenas visitação) e R$ 120 (visitação + brunch)

Mais informações: (62) 99294-1805

Museu Rodas do Tempo

Augusto Pires costumava consertar veículos antigos de duas rodas, os quais era apaixonado. Foi aí que surgiu o sonho de montar um museu com veículos. O Museu Rodas do Tempo foi inaugurado em outubro de 2010 e o visitante tem a sensação de voltar ao passado enquanto contempla os veículos antigos da coleção. Além das motocicletas, bicicletas motorizadas e scooters, o visitante ainda pode conhecer uma expressiva coleção de brinquedos antigos e movidos à corda.

Endereço: Av. Prefeito Luiz Gonzaga Jayme, nº 172, Alto do Bonfim

Funcionamento: Quinta a domingo, e feriados, das 9h às 17h

Ingressos: R$ 25 e crianças menores que 5 anos não pagam

Mais informações: (62) 3331-2487

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