Mais de 100 estudantes de diferentes instituições estiveram no local nos últimos dias; visitas acadêmicas são conduzidas pela Elysium Sociedade Cultural
As Ruínas de São José da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu (RJ), seguem ganhando novos olhares acadêmicos enquanto passam por obras de consolidação. Nos últimos dias, o conjunto histórico recebeu diferentes grupos de visitantes, reunindo mais de 100 pessoas de instituições variadas em atividades que aproximam pesquisa, educação e preservação do patrimônio.
Nesta quinta-feira (25/6), o espaço recebeu 45 alunos e 5 professores da Escola Municipal Elias Faraht, todos dos 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental II. Já no último sábado (20/6), as ruínas foram visitadas por estudantes do programa de pós-graduação em Memória e Acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa, acompanhados pela historiadora Rachel Wider, egressa do programa e funcionária da Elysium Sociedade Cultural, e pela professora e arquiteta Ana Pessoa.
Na quinta-feira (18/6), cerca de 50 pessoas, entre alunos e professores da Escola Estadual São José, também estiveram no local, em mais uma atividade de aproximação com a história e a memória de uma construção que integra a trajetória de muitas famílias da região. Ao longo do mês, outras visitas foram realizadas, ampliando o alcance do programa de visitação.
“Nós tínhamos em mente a importância de priorizar o acesso dos alunos da comunidade de São José. As ruínas possuem um papel singular para essas pessoas, e durante a visita foi muito emocionante ver o reconhecimento deles em relação ao bem”, afirmou Rachel Wider, especialista em patrimônio histórico.
A arquiteta Carolina González, integrante da Elysium, também acompanhou a agenda e destacou o caráter participativo da iniciativa. “As estruturas que estão sendo criadas têm como principal objetivo permitir a fruição do bem pela comunidade, já que eles são os verdadeiros detentores do espaço”, disse.
O programa de visitação integra o projeto de consolidação das ruínas e implantação de um novo uso para o espaço, conduzido pela Elysium Sociedade Cultural, em parceria com a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por meio de Lei de Incentivo à Cultura.
Rachel ressalta que o projeto em andamento representa a primeira intervenção voltada especificamente para a consolidação das ruínas e a preservação do patrimônio histórico da antiga igreja. Segundo ela, a iniciativa busca preservar o que restou da estrutura e garantir um novo uso para o espaço, mantendo viva a memória de um dos mais antigos templos religiosos de Cachoeiras de Macacu. As obras de consolidação tiveram início em 2025 e a previsão é que sejam concluídas até o final de julho.
